Nove meses depois da morte de Renee Good durante uma abordagem de agentes de imigração em Minneapolis, o caso entrou em uma nova fase. A família da mulher de 37 anos recorreu à Justiça federal com duas ações civis que buscam responsabilizar tanto os Estados Unidos quanto integrantes da operação que terminou com os disparos.
Good morreu em 7 de janeiro, enquanto estava dentro de seu veículo. Jonathan Ross, agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), foi identificado como o responsável pelos tiros.
Em uma das ações, o governo federal aparece como réu. Com base na Federal Tort Claims Act, os familiares apresentam diferentes alegações relacionadas à atuação dos agentes, incluindo morte indevida, negligência, prisão ilegal e sofrimento emocional.
A outra ação concentra-se na responsabilização individual de autoridades e funcionários federais. Além de Ross, o processo inclui nomes como Stephen Miller, vice-chefe de gabinete da Casa Branca, e Kristi Noem, que ocupou o comando do Departamento de Segurança Interna.
O episódio ocorreu durante um período de forte presença de agentes federais em Minnesota. Cerca de um mês antes da morte de Good, aproximadamente 3 mil agentes haviam sido enviados para a região de Minneapolis e Saint Paul como parte da operação denominada “Metro Surge”.
A mobilização federal provocou manifestações e enfrentou resistência de autoridades locais e estaduais. A operação, que havia sido implementada dentro da política de fiscalização migratória do governo Trump, foi encerrada em fevereiro.
Agora, caberá à Justiça analisar os argumentos apresentados pelos familiares e as eventuais respostas dos réus. Até a apresentação das ações, o governo Trump não havia divulgado posicionamento sobre os novos processos.





